terça-feira, 18 de maio de 2010

Escola da Família: Valor economizado por três

Universitários podem ter até 100% de desconto na faculdade, uma economia e tanto se for levado em conta quatro anos de mensalidades que variam de R$400,00 a mil reais, ou seja, uma média de 84 mil reais ao final do curso.
Esse benefício é possível através do projeto do Governo do Estado São Paulo, Escola da Família, criado em agosto de 2003, que proporciona a abertura de escolas da Rede Estadual de Ensino, aos finais de semana, com o objetivo de criar uma cultura de paz, despertar potencialidades e ampliar os horizontes culturais da população.
O aluno inscrito recebe orientações sobre o trabalho que irá desempenhar e toma conhecimento de seus direitos e deveres e aí é só ajudar na orientação e aprendizado dos membros da comunidade, todos os sábados e domingos por seis horas em cada dia. Voluntários também auxiliam nesse trabalho.
Segundo a educadora profissional do projeto, Sandra Regina Clemente, a violência e depredação desses locais reduziu consideravelmente depois que as escolas começaram a abrir para a comunidade, tanto que na época das férias de julho e dezembro, muitas escolas sofrem assaltos ou são depredadas por se manterem fechadas, obrigando seus diretores a retirarem objetos de valor dos locais nesse período, além de aumentar a segurança.
O Estado paga 50% do valor da mensalidade para a universidade, desde que este não ultrapasse R$267,00/mês e esta por sua vez é isenta de alguns impostos, cujos nomes e valores não foram divulgados, mas que são bem significativos.
Em contra partida o governo exige que as elas cobrem resultados dos alunos participantes, bem como portifólios com pelo menos um projeto direcionado à comunidade na área em que estuda, ou seja, um aluno de direito presta assessoria às pessoas que necessitem de orientação para casos de separação conjugal, aluguéis de imóveis e outros processos simples, afinal são estudantes. Essas ações são reconhecidas como atividades complementares, que também são contadas como horas/estágio. Porém, não são todas as universidades que cobram e muitos alunos não orientados nesta questão, deixando na maioria das vezes cair por terra idéias que poderiam dar certo, diz Sandra.
Todos os cursos são aceitos pelo governo, mas os da área da educação têm prioridade no projeto.
Portanto pode-se perceber que o aluno ganha uma bolsa de estudos completa, economiza cerca de 84 mil reais, mas perde seus finais de semana. O Governo desembolsa no máximo R$267,00, concede abatimento de impostos, mas tem seus patrimônios preservados e ativos, e a universidade concede o abatimento de uma porcentagem da mensalidade do aluno que pode ser muito menor do que o valor que deveria pagar de impostos e é anistiada.